Importância dos canais semiartificiais de Tibagi e Tomazina

Foto: Pantera

Por: Argos Gonçalves Dias Rodrigues

Quando Leandro Cruz Fróes da Silva assumiu o Ministério do Esporte, em 06 de abril de 2018, um dos primeiros dirigentes desportivos a visitar o Gabinete foi João Tomasini Schwertner, então presidente da Confederação Brasileira de Canoagem. Antes, meramente conhecidos, tornaram-se amigos e parceiros nas causas da canoagem desde então.

Naquela época a Canoagem Slalom estava enfrentando problemas com os dois principais canais de treinamento existentes no País. Em Foz, com a constante falta de água e no Rio com o processo burocrático e sempre imprevisível da utilização do Parque Radical. Além disso, era necessário buscar uma alternativa extremamente barata e viável para se aproveitar os leitos dos rios já existentes em todo o Brasil, para adequá-los à prática desportiva de forma segura e produtiva, com o devido aval do meio ambiente.

Foi informado pelo Ministro que, muito provavelmente, haveria sobra de recursos no final do ano, pois não havia número suficiente de projetos aprovados e que seria interessante a indicação de eventuais iniciativas, por intermédio de algum Deputado Federal. Disse também que estaria visitando o Paraná em maio, a convite do Deputado Federal João Arruda. De imediato entraram em contato com o Deputado o qual se mostrou completamente favorável ao auxílio e apadrinhamento do canal semiartifical de canoagem no Estado do Paraná.

Como a Cidade de Tibagi, por ser parceira da Confederação Brasileira de Canoagem há muitos anos, abrigando, inclusive, a primeira Equipe Permanente de Canoagem Slalom, durante o período de 2002 a 2006, além de possuir as características específicas que se buscava, não foi difícil a definição do local a ser indicado para a construção de uma pista simples, com paredes de gabiões de fácil montagem e sem muitas ingerências ambientais para facilitar a aprovação sempre muito reticente do IBAMA.

A parede do Canal de Tibagi foi orçado em apenas R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) o que, nos padrões desportivos, era quantia bastante exequível, chegando ao ponto do próprio Deputado Federal solicitar não só um canal mas dois a serem implantados no Estado do Paraná. Nesse exato momento sussurramos no ouvido do Deputado a possibilidade de outro canal na Cidade de Tomazina, distante a 100 km de Tibagi, o que transformaria a região em mais um grande polo da Canoagem Slalom brasileira. Sem pestanejar o Deputado ligou para o Prefeito de Tomazina, Flávio Zan, que obviamente ficou muito feliz e agradecido pelo apoio.

No dia 18 de maio o Ministro esteve no Paraná e visitou a sede da Confederação Brasileira de Canoagem, em Curitiba, quando então já havia “batido o martelo” com o Deputado João Arruda nos dois canais: Tibagi e Tomazina. Além disso, informou que estaria se comprometendo com as obras fazendo o anúncio oficial na própria Cidade de Tibagi, que acabou acontecendo no dia 25 de maio de 2018, quando então o Presidente João Tomasini fez parte da comitiva oficial.

É claro que a complexidade da obra em Tibagi é bastante diferente da construção do canal no Rio das Cinzas, na Cidade de Tomazina, até porque este Canal já existe e necessita apenas a inserção dos gabiões para evitar que pedras se desloquem para o leito em épocas de cheias. Com isso foi possível ao Município, diminuir o custo da pista e investir no Parque da Corredeira, inclusive construindo uma sede para a própria escolinha de canoagem que ficará sensacional para os atletas locais.

Hoje o anseio de todos os adeptos da Canoagem Brasileira é que seja dado início ao mais novo Canal Semiartificial, para que os atletas de Tomazina possam se preparar adequadamente para o maior evento de Canoagem da modalidade previsto para acontecer no mês de agosto, dentro da programação dos Jogos de Aventura e Natureza do Governo Estadual. Todos sabem que o conhecimento profundo da navegabilidade através de muito treinamento nos canais existentes faz enorme diferença nos resultados dos atletas.  E os resultados hoje no Brasil significam vários beneplácitos de ordem nacional e estadual, através das bolsas. Portanto, não se pode perder tempo, pois quanto mais se demora na entrega da obra, mais os atletas ficam distantes das bolsas que resultam em motivadores auxílios financeiros.

Dessa forma a FEPACAN fica na imensa torcida para que as Prefeituras de Tomazina e Tibagi, onde também estamos tentando inserir nos Jogos do Governo Estadual, para o mês de outubro ou então o Brasileiro de 2022, consigam finalizar as obras que estão nas expectativas de todos os grandes atletas brasileiros.  Além disso, concluídas as obras com êxito, abre-se o caminho para que todas as Federações Nacionais, bem como a própria Confederação Brasileira de Canoagem, possam, enfim, implementar vários locais com os mesmos objetivos através de dois importantíssimos precedentes ambientais.