Canoagem Slalom e seus exemplos

Por Argos G. D. Rodrigues – Tomazina, 27/07/2026

  • Início de tudo

A Canoagem Slalom surgiu na minha vida no início da década de 90 para resolver um problema “sem solução” ao qual havia me metido em 31 de outubro de 1988 quando, em companhia da Associação Comunitária de Estudantes de Ibaiti, acabamos inventando o Festival de Canoagem de Tomazina.

Quem presenciou uma de suas edições daqueles áureos tempos, sabe que se tratava de uma das maiores festas regadas a cerveja e música do Norte Pioneiro do Paraná. É bom deixar claro, entretanto, que o objetivo inicial principal do Festival nunca foi o desenvolvimento do esporte em si, mas sim conseguir recursos para que o grupo de estudantes universitários de Ibaiti tivesse um importante auxílio econômico capaz de reduzir significativamente o alto custo do transporte necessário para fazer 200 km diariamente.

Além do esporte não ser o objetivo principal, absolutamente ninguém da associação entendia algo sobre canoagem. E pior, eram tempos sem internet, sem celular, o telefone fixo custava o preço de um carro, não havia Federação Paranaense, a CBCa iniciando suas atividades sem nenhuma estrutura e pouquíssimos clubes existentes em todo o Brasil, no Paraná as ações que envolviam caiaques eram próximas de zero. Havia, sim, alguns lampejos de estruturação associativa em Londrina e Curitiba, porém sem qualquer condição de auxiliar em nossos objetivos.

Diante desse cenário caótico, na segunda feira anterior a 31 de outubro de 1988, data do primeiro evento, somente eu e meu irmão estávamos inscritos para a “competição de canoagem” a ser realizada no 1º Festival de Canoagem de Tomazina. Para complicar ainda mais, a expectativa era de presença de um público enorme, diante da novidade e do marketing desenvolvido através de cartazes nas faculdades de Jacarezinho onde estudávamos. Estava claro para nós que todo mundo estaria no evento, fato confirmado e alertado para nós da rádio mais ouvida da região que não parava de divulgar o evento e que seria a responsável pela animação local. De fato, tinha tudo para ser um sucesso de público, porém quanto ao esporte em si……

E realmente a expectativa de público se concretizou. Tomazina é uma pequena cidade paranaense que na época tinha uma população de pouco mais de 5.000 (cinco mil) habitantes e nos três dias desse primeiro evento esse número simplesmente triplicou segundo relatos das autoridades locais da época. Foi quase um Woodstock com centenas de barracas armadas em cenário de rara beleza cênica que é o Parque das Corredeiras e um povo bonito avido em curtir a vida, bebendo, churrasqueando sob a animação da FM Vale do Sol.

Entretanto, para aqueles que se deslocaram a Tomazina com objetivo único de conhecer e assistir a apresentação de um novo esporte radical que estava apenas engatinhando no Brasil, só não saírem sem ver nenhum barco porque aos 52 minutos do segundo tempo, fui informado por um amigo que havia uma equipe na Cidade de Ourinhos com aproximadamente 40 atletas. A equipe do Trujilo nos mostrou, desde o primeiro momento, que canoístas, simplesmente não existiam no Brasil ou eram muito difíceis de serem encontrados.

Ocorre, porém, que independentemente da boa vontade e generosidade que o grupo de canoístas demonstrou para auxiliar no evento, a única formatação de canoagem que sabiam era largar de um ponto e chegar em outro e “seja o que Deus quiser”. A principal observação repassada realmente importante foi de que a largada deveria ser dada individualmente a cada minuto. Se deixassem para mim largariam todos ao mesmo tempo e seria um caos total, pois nos primeiros 1.000 metros se encontravam fortes corredeiras. Com essa dica importantíssima, definimos um trajeto no Rio das Cinzas de aproximadamente 16 km com a chegada triunfal no local do fervo onde todos estariam ansiosamente esperando. Uma estratégia realmente perfeita.

Sem entrar nos absurdos técnicos que envolveu medir o trajeto esticando cordas, verificar locais perigosos que necessitavam portagens com pessoas que sequer sabiam nadar, montar equipe de resgate etc., etc., dos quais me envergonho profundamente pelo excesso de burrice da minha parte, o fato é que sabíamos apenas o horário e local de largada para passar para o público e mídia. Porém não tínhamos a menor ideia do horário de chegada do principal atleta, imagine então do atleta mais ruinzinho….E mais um detalhe para finalizar: “ninguém me avisou que eram necessários jalecos com numerais para cada atleta para o mínimo de organização”.

Resultado do caos. No primeiro evento fomos encontrar o atleta mais ruinzinho ao anoitecer agarrado em uma árvore de espinhos, quase afônico de tanto clamar por socorro. Sorte que nos eventos seguintes ele não apareceu mais (ouvi falar que doou seu barco logo após a prova) …. E, claro, absolutamente ninguém que estava na festa ficou na margem do rio esperando os “grandes” atletas chegarem. Exaustos de esperar na chegada, todos foram curtir o som e degustar da cerveja gelada, verdadeiros responsáveis pelo sucesso absoluto do evento. Aliás, diga-se de passagem, até mesmo o árbitro de chegada não aguentou ficar por horas esperando e resolveu dar um pulo na festa. Ao ser questionado, relatou em sua defesa, de forma bastante embriagada, ter imaginado que o evento tinha sido cancelado ou que os atletas erraram o rio.

E assim aconteceu o primeiro Festival de Canoagem de Tomazina para deleite das milhares de pessoas que estiveram presentes, prometendo retornar no ano seguinte. Na parte esportiva percebemos que devíamos melhorar “um pouco” pois as atividades se não tivessem sido trágicas teriam sido cômicas.

  • Surgimento da Canoagem Slalom no Paraná

A loucura das provas de 16 km ainda perdurou alguns anos até que o destino me aplicou uma peça. Ao passar por uma banca de jornais me deparei com a Revista Náutica, onde na capa havia a menção de como montar uma pista de Canoagem Slalom, termo que eu desconhecia por completo, aliás, sequer sabia existir a possibilidade de se fazer canoagem sem longas distâncias percorridas (quando soube, passei a novidade para a equipe do Trujilo). A apresentação dessa possibilidade foi escrita, de forma brilhante, pelo Guto Merkle, grande baluarte da canoagem nacional que mais tarde acabei conhecendo e ficando amigo. O fato é que naquela revista estavam traçadas as linhas para a solução do Festival de Canoagem de Tomazina. Tratava-se de uma prova que estava surgindo nos Jogos Olímpicos (Barcelona) e que necessitava apenas de 350 a 400 metros. Com a implantação dessa nova modalidade, o público do Festival teria como ver e conhecer o esporte da canoagem.

O texto do Guto Merkle estava realmente muito bom, porém a burrice do organizador do evento continuava a mesma, independentemente do avanço acadêmico. Não foi fácil entender o que era “porta”, “crossbar”, “cabos sobrepostos ao rio” e assim por diante. Para solucionar a questão dos cabos fui até a cidade portuária de Paranaguá e trouxe cordas que era para aguentar o tranco. Para se ter ideia foi necessário o trator da prefeitura para esticá-las (pois se tratavam das cordas utilizadas em amarras de navio). Quando descobri que os cabos gigantescos eram para colocar apenas dois bambus, o prefeito da Cidade me chamou para uma conversa….. Seguindo, ainda, na interpretação literal do texto, as balizas teriam que estar nas cores verdes e outras vermelhas. Com uma moita enorme de bambus ao lado da pista e o prefeito já bastante decepcionado com o nível intelectual da equipe organizadora querendo economizar, bastava uma lata de tinta vermelha para pintar a metade de um bambu e os obstáculos estariam prontos… E assim começou a Canoagem Slalom em Tomazina e em minha vida. Bambus verdes, ao natural, e bambus metade mergulhados em um balde com tinta vermelha.

  • Aprendizado e legado

Com o passar dos anos, surgimento da internet, celular, youtube e uma série de avanços que transformou o mundo, até mesmo a organização dos Festivais de Canoagem foi melhorando. O problema é que eu me formei no ano de 1990 e deixei a associação de estudantes que organizava o evento, porém, mesmo com o diploma na mão, eu havia me identificado com aquele esporte maluco e não gostaria que o evento encerrasse pois ainda era importante para a região do Norte Pioneiro.

Assim as coisas fluíram até o ano de 1993 quando então assumiu a gestão local uma pessoa com verdadeira aversão ao Festival, mas que me fez enxergar um lado que eu desconhecia do esporte. Após várias tentativas fracassadas de agendar uma reunião com o novo prefeito a fim de conseguir a parceria necessária para a realização do evento anual, certo dia aproveitei a ausência da secretária e ingressei no gabinete que estava com a porta aberta. Ao me identificar, de cara amarrada e sem nenhum receio de mostrar sua insatisfação com a minha presença, sua excelência prelecionou: “sei muito bem quem é você e já que conseguiu chegar até aqui, senta aí e ouça”.

A conversa não começou boa e tampouco terminou boa. Em síntese o prefeito me disse o seguinte: “rapaz, eu poderia viver em qualquer lugar do mundo com minha família e escolhi Tomazina pelo sossego e paz de espírito. Você acha mesmo que eu e a maioria da população gostamos desse Festival que simplesmente aniquila com o nosso sossego e que transforma em caos a nossa Cidade por três dias consecutivos?”. E tem mais, continuou sua excelência: “a partir de hoje se quiser eventos vai ter que bancar sozinho, não haverá mais auxílio do Município”. Obviamente que a primeira a abandonar o barco foi a própria associação de estudantes, pois a entidade não dispunha de recursos para investimento antecipado, necessário para um evento dessa magnitude”.

Bati no peito e esbravejei como nunca: “se ninguém quer eu faço sozinho”. Nesse momento comecei a perceber a importância do patrocinador, pois o resultado do evento foi trágico. No final desse festival eu devia dois veículos “gol” 1000, zero quilômetro. E não tinha para onde correr, aliás, tinha que correr dos gerentes dos bancos que me financiaram na loucura. Foi muito difícil reerguer financeiramente, ainda mais se tratando de um advogado recém formado, sem receita suficiente para arcar com os compromissos assumidos. Com apoio da família e de alguns amigos, depois de muito tempo consegui me reerguer.

Por outro lado, essas loucuras todas chamaram a atenção do presidente da Confederação Brasileira de Canoagem, que naquela época já tinha fax, computadores e etc. O saudoso João Tomasini Schwertner começou a me acompanhar nas loucuras, porém com o olhar voltado para o esporte e não para a festa em si. Assim começou a surgir a Federação Paranaense de Canoagem, a Associação Tomazinense de Canoagem, a Associação Ribeirão Clarense de Canoagem, a Associação Tibagiana de Canoagem e assim por diante…

Acabei me envolvendo profissionalmente com o esporte ao ponto de praticamente abandonar a profissão de advogado para me ater exclusivamente no crescimento da Canoagem no Estado do Paraná e do próprio Brasil. Aprendi muito de gestão esportiva no decorrer de todos esses anos sendo a participação na primeira turma do Curso Avançado de Gestão Esportiva (CAGE), promovido pelo Comitê Olímpico Brasileiro, o verdadeiro divisor de águas. Ali sim, através da análises SWOT, desvendei as forças e oportunidades, as fraquezas e ameaças que envolviam o esporte e a minha própria vida.

Não posso reclamar de nada que me aconteceu dentro do esporte, pois foi através dele que tive a oportunidade de conhecer locais interessantes no mundo, de crescer intelectualmente em ocasiões de aprendizagem proporcionadas pelo COB, ME, Itaipu Binacional e pela própria CBCa. Meu TCC no CAGE foi a criação de um projeto modelo capaz de aumentar o número de atletas para o Brasil. Hoje o Projeto Meninos do Lago conta com mais de 1000 crianças envolvidas com o esporte dentro de seus redutos escolares com o aproveitamento de piscinas nos centros estudantis do Município de Foz do Iguaçu. Esse feito foi reconhecido formalmente pela Federação Internacional de Canoagem como o maior ou um dos maiores projetos sociais de canoagem do mundo.

Sem contar que meus filhos legítimos me deram enormes alegrias em importantes competições internacionais e, além deles, filhos ilegítimos até hoje trazem muitas medalhas para o Time Brasil. Tenho ciência que fiz uma parte considerável do esporte para o País e para o Estado do Paraná. Foram muitos os aprendizados nesses anos de vida. Até mesmo o prefeito que me fez enxergar de forma diferente o evento para a população de Tomazina, hoje entendo que ele estava completamente correto em sua análise. Aliás, resido atualmente em Tomazina, procurei uma Cidade para viver onde não existe um semáforo, o arranha céu possui três andares (se bem que são duas torres, é bem verdade) e a hora do rush demora intermináveis três minutos de segunda a sexta feira exatamente a uma quadra da minha casa, em um local onde a rodovia cruza com o trânsito da Cidade próximo à ponte. E quer saber mais, agora como cidadão tomazinense, não quero nem pensar em reviver aqueles grandes festivais de outrora.

  • Canoagem Slalom em um rolamento

Mas todo esse textão inicial serve apenas para tentar dar um pouco de credibilidade para a redação que inicio nesse exato momento a qual pretendo que atletas, treinadores, pais, dirigentes, representantes de mídias oficiais e outras pessoas envolvidas com o esporte comece a rever alguns conceitos para o bem da própria canoagem brasileira.

Começo com a discussão inócua de quem veio primeiro o ovo ou a galinha? Segundo a IA: “Embora a pergunta seja antiga e paradoxal, a resposta científica mais aceita é que o ovo veio primeiro, e a galinha surgiu posteriormente a partir de mutações genéticas dentro de ovos de aves ancestrais. Isso demonstra como a evolução trabalha de forma contínua e gradual, sem saltos abruptos, e como pequenas mudanças ao longo do tempo podem gerar novas espécies”.

Na minha humilde opinião, isso não tem o menor sentido e tampouco se deve perder tempo com essas teorias muito apropriadas para os devaneios de maconheiros sem muitas inspirações. Assim como tenho enormes dificuldades em atribuir ao atleta como sendo o principal elo da cadeia esportiva. Nunca gostei ou prelecionei no sentido de afirmar de forma demagógica, apenas para ganhar likes, que o atleta é a peça mais importante do processo.

Inquestionavelmente que sem atletas não haverá eventos esportivos. Pode até acontecer novos Festivais de Canoagem de Tomazina, como já ocorreram no passado, sem nenhum atleta, porém hoje não dá mais para chamá-los de eventos esportivos. Assim como não consigo vislumbrar eventos sem árbitros, sem patrocinadores e sem entidades organizadoras. À partir de agora, vou apenas me ater à Canoagem Slalom, onde continuo dedicando boa parte da minha vida para o seu crescimento e estruturação. Dessa forma, permitam-me fazer alusão àquele pequeno rolamento muito utilizado nos carrinhos de rolimãs.

O que segura toda estrutura são os anéis interno e externo aos quais defino como sendo o esporte em si: a Canoagem Slalom. Esses círculos de aço são, sem sombra de dúvidas, as peças mais importantes para os objetivos pretendidos pois permitem a rotação controlada entre as partes. Essas estruturas circulares que formam o corpo do rolamento têm que ser preservadas ao máximo, sob pena de quebra de todo o sistema formado por elementos rolantes que reduzem o atrito entre os anéis, transferindo a carga de forma eficiente. Em resumo funciona assim:

Claro que além desses elementos rolantes citados, existem vários outros que poderiam ser incluídos como, por exemplo, os pais dos atletas, patrocinadores, equipe técnica e assim por diante. Mas vamos nos ater apenas aos oito temas mencionados acima. Definitivamente, se não houver sintonia fina que permita harmonia e alinhamento profundo permitindo que o rolamento funcione de maneira integrada e eficiente o resultado poderá ser trágico. Na minha concepção não existem elos mais ou menos importantes.

  • Canoagem Slalom matematicamente na corda bamba

Considero a Canoagem Slalom o esporte plasticamente mais bonito e também o mais difícil de ser executado dos Jogos Olímpicos. O atleta tem que acertar 25 alvos em 80 segundos aproximadamente, correndo em pistas completamente inóspitas nunca com o mesmo formato de atuação.

Se não é fácil para os atletas, o que imaginar então da atuação dos árbitros. Supondo que no evento existam 300 embarcações x 25 portas. Serão ao todo 7.500 portas para se atender em apenas uma única descida. Considerando que em uma porta existem duas balizas para os árbitros prestarem a atenção, serão 15.000 balizas para ficarem atentos durante todo o evento que se refere à primeira fase da competição. Depois temos ainda as semifinais e finais. Dessa forma, considerando hipoteticamente que apenas 30% passa para as semifinais e 10% para as finais, teremos ainda mais quarenta por cento de atuação incisiva dos árbitros, ou seja, além das 15.000 balizas temos que adicionar mais 6.000 balizas perfazendo o total de 21.000 balizas para serem observadas no decorrer do campeonato.

Claro que esse número todo deverá ser dividido pelo número de árbitros pois não diz respeito a apenas um árbitro, mas sim de todos que compõe o corpo de arbitragem. Agora, é bom que se deixe claro, esse número exorbitante diz respeito a apenas um sistema de análise de vídeo que deverá ser preciso nas 21 mil balizas de observação. Mas voltando à difícil carga atribuída aos árbitros, vamos dividi-las em 25, ou seja, um árbitro para cada baliza. Vinte e uma mil balizas divididas por vinte e cinco árbitros dará o resultado de 840 balizas para serem atendidas por cada árbitro durante todo o evento. Deve ser o esporte com o maior quadro de arbitragem dos Jogos Olímpicos, se não for o maior, com certeza será um dos maiores e isso importa em custos relevantes.

Definitivamente não é uma tarefa fácil, ainda mais se considerarmos que em muitos eventos os árbitros servem de forma completamente abnegada, ou seja, renunciam aos seus desejos em benefício dos atletas e das instituições. Por isso e por outras, eles devem ser considerados altruístas e desinteressados pois não há remuneração e ainda por cima enfrentam por horas as intempéries peculiares aos esportes realizados ao ar livre.

Para os elos presentes no rolamento acima mencionados que possuem o mínimo de sensatez conseguirão entender, de forma natural, que essa disciplina esportiva escolhida é complexa e eventuais erros fazem parte do processo e ponto final. Pelos números apresentados os erros fazem parte natural desse esporte e para solucionar isso, somente se tirássemos os alvos ou as balizas e, consequentemente, a participação dos árbitros. Imagino que os apaixonados não querem isso. Se não querem, devem aprender a respeitar eventuais erros das arbitragens que são naturais a esse esporte e JAMAIS procurar justificativas para o seu fracasso pois isso mancha a reputação da própria Canoagem Slalom. Quem faz isso, faz um verdadeiro desserviço ao esporte.

Aliás, reclamações públicas, ainda mais de atletas e órgãos oficiais, não auxiliam em nada à manutenção da Canoagem Slalom na programação oficial dos Jogos Olímpicos que vive sendo mencionada para deixar o mais importante evento esportivo mundial. Já não bastassem os altos custos estruturais e de manutenção, a disciplina possui poucas bandeiras participando nas modalidades masculinas e femininas. A Canoagem Slalom não consegue sequer chegar ao patamar mínimo flertado pelo Comitê Olímpico Internacional e isso tem incomodado muito. Não tenho dúvidas que um dos motivos pela falta de bandeiras é exatamente a complexidade encontrada pelos países em montar um quadro de arbitragem que é muito mais difícil do que se construir atletas….

  • Um exemplo a ser seguido

No último mundial realizado nos Estados Unidos, gostei da declaração de um dos atletas da equipe brasileira. Esse atleta um dia me emocionou muito me chamando de pai e que eu considero um daqueles muitos filhos ilegítimos que mencionei anteriormente nesse texto. Por coincidência leva o mesmo sobrenome: Pepe Gonçalves.

Trata-se de um atleta que eu acompanhei de perto sua evolução técnica e intelectual. Cresceu muito em todos os sentidos e o auge de sua maturação se deu ao comentar após o evento de que estava desapontado com os seus resultados decorrentes dos erros técnicos cometidos. Fez uma autoanálise bastante clara da sua situação como desportista preservando sobremaneira o rolamento como um todo da Canoagem Slalom.

Essa é a conduta assertiva que faço questão de tentar repassar às centenas de crianças e adolescentes com os quais ainda convivo no Projeto Meninos do Lago ou na Associação Tomazinense de Canoagem. “Jovem atleta, se você escolheu a Canoagem Slalom para dedicar sua vida esportiva, conheça e respeite todas as engrenagens que compõem o ROLAMENTO, com carinho muito especial para a arbitragem”.

 

Campeonato Brasileiro e Paranaense de Canoagem Slalom de Iniciantes

Na pacata e bela Cidade de Morretes, insculpida aos pés das majestosas montanhas do Complexo da Marumbi, região litorânea do Paraná, bastante visitada por turistas que procuram boa comida, cenário intocável da mata atlântica, passeio inesquecível de trem e um sossego realmente apaziguador que revigora a alma de qualquer turista, foi realizado o Campeonato Brasileiro e Paranaense de Canoagem Slalom e Caiaque Cross de Iniciantes dentro da programação oficial dos Jogos de Aventura e Natureza.

Com 136 atletas que representaram oito clubes vindos do RS, SP, RJ e PR o evento aconteceu em duas etapas. No dia 11 de julho foi realizado o Campeonato Brasileiro e Paranaense de Canoagem Slalom, onde as equipes vencedoras foram o Instituto Meninos do Lago-IMEL, de Foz do Iguaçu-PR, com 1.525 pontos, Associação Tomazinense de Canoagem-ATOCA, de Tomazina-PR, com 350 pontos e Associação Três Coroense de Canoagem, Três Coroas-RS, com 325 pontos.

No dia 12 de julho foi a vez do Campeonato Brasileiro e Paranaense de Caiaque Cross e novamente os resultados se repetiram: 1º Lugar o Instituto Meninos do Lago-IMEL, de Foz do Iguaçu-PR, com 525 pontos. Em segundo lugar a Associação Tomazinense de Canoagem-ATOCA, de Tomazina-PR, com 250 pontos e, em terceiro lugar, empatados em pontos a Associação Três Coroense de Canoagem, Três Coroas-RS e Associação Piracicabana de Canoagem -ASCAPI-SP, com 225 pontos.

Os atletas paranaenses mais uma vez fizeram bonito, demonstrando há muitos anos que dominam a iniciação dessas duas disciplinas olímpicas ao ponto de incentivar o Município de Morretes a investir na disciplina.

“Quero deixar registrado aqui que o Prefeito acaba de liberar um valor para iniciarmos nessa disciplina com a aquisição de equipamentos e formação de um professor para no ano que vem termos também atleta de Morretes participando dos eventos. Gostaria de agradecer muito a Federação Paranaense e Confederação Brasileira de Canoagem por ter nos apoiados nestes últimos anos com eventos bonitos e bem organizados que ajudaram a abrilhantar o nosso turismo” – disse Darcicly de Souza Junqueira, Secretário de Esporte de Morretes.

Para o diretor de Inovação e Desenvolvimento ao Esporte da Paraná Esporte, Tiago Campos, que prestigiou o evento, o trabalho da Federação no desenvolvimento de uma metodologia de iniciação, deixa cada vez mais claro que está no caminho correto:

“Quando vimos o material didático apresentado pela Federação Paranaense de Canoagem que é utilizado pelo Instituto Meninos do Lago, de Foz do Iguaçu e pela Associação Tomazinense de Canoagem, lá no Norte Pioneiro, tínhamos certeza que seria muito difícil algum outro clube brasileiro superar o conteúdo metodológico de ensinamento básico. E temos acompanhado os resultados nacionais nos últimos anos, onde a comprovação prática da eficácia fica cada vez mais fortalecida. Dessa forma renovo meus parabéns para a Federação Paranaense e aos autores desse sensacional conteúdo de ensinança básica para esse bonito esporte que é a canoagem. Gostaria também de aproveitar e agradecer o Município de Morretes que é nosso parceiro de longa data e à Confederação Brasileira e Federação Paranaense por mais esse evento muito bem organizado onde todos os atletas e equipes saem felizes”.

O Presidente da Federação Paranaense de Canoagem, João Emerson Kondo, não deixou de agradecer ao Secretário de Esporte de Morretes, Paraná Esporte, Confederação Brasileira, atletas e equipes pelo apoio e parceria de sempre:

“Primeiramente gostaria de agradecer a todas as equipes e atletas pela presença em Morretes e desde já pedir desculpas por eventuais falhas organizacionais, mas que de modo geral a imensa maioria saiu extremamente satisfeita com o local e com a infraestrutura proporcionada pelos Jogos de Aventura e Natureza. À Prefeitura de Morretes, nosso fraterno abraço através do Secretário de Esporte e amigo Darcicly  Junqueira que em todos os momentos esteve presente conosco, resolvendo da melhor forma possível qualquer entrave que tenha surgido, além de nos brindar com uma cachacinha que é uma das melhores do mundo. Ao Tiago Campos, diretor de Inovação e Desenvolvimento ao Esporte da Paraná Esporte, que tem ajudado a manter a própria sobrevivência da Federação Paranaense de Canoagem através dos eventos proporcionados pelos Jogos de Aventura e Natureza, nossa eterna gratidão e reconhecimento de que o time que ele representa simplesmente transformou o esporte no Estado do Paraná, nestes últimos oito anos de trabalho. Nossos agradecimentos também à Confederação Brasileira de Canoagem pela parceria habitual pois sem a infraestrutura dela e seus competentes funcionários dificilmente a Federação teria condições de entregar um evento com esse nível de sofisticação apresentado. E, por último, a gente não poderia deixar de agradecer o responsável pelo Jogos de Aventura que nos acompanhou minuto a minuto neste evento, o Almir Domingues. Pessoa de fino trato, com grandes histórias de vida, que passou a ser mais um amigo da canoagem brasileira desde que o conhecemos a aprendemos a respeitá-lo e admirá-lo cada vez mais”.

MORRETES-RESULTADOS ASSOCIAÇÃO NACIONAL

MORRETES-RESULTADOS CROSS-NACIONAL

MORRETES-RESULTADOS SLALOM-NACIONAL

MORRETES-RESULTADOS CROSS-PARANAENSE 

MORRETES-RESULTADOS SLALOM-PARANAENSE

 

14o Jogos Paradesportivos do Paraná

No domingo de 26 de abril foram realizadas as provas de Paracanoagem e Dragon Boat no Lago Superior do Parque da Piracema pertencente à Itaipu Binacional, dentro da programação oficial dos 14º Jogos Paradesportivos do Paraná que aconteceram na belíssima Cidade de Foz do Iguaçu.

Desde a edição de 2025, o Secretário Estadual de Esportes, Helio Wirbiski, já vem destacando a importância do evento para o fortalecimento do paradesporto no Estado, ao afirmar que Foz do Iguaçu se consolida como uma cidade símbolo do esporte inclusivo no Paraná. “A cada edição, vemos o crescimento do paradesporto e do envolvimento dos municípios. Quando começamos essa gestão, um dos pedidos do governador foi que o Paraná se tornasse referência na área do paradesporto”, disse.

A raia para a paracanoagem dentro da Itaipu Binacional, com absoluta certeza, contribui para o alcance dessa referência ao entregar condições seguras e tecnicamente perfeitas para as disputas das disciplinas de Dragon Boat e Paracanoagem, conforme muito bem destacou Willian Oliveira, coordenador da Federação Paranaense de Canoagem nesta ocasião:

“Dificilmente em outro local qualquer do Paraná ou do próprio Brasil as organizações encontrarão estrutura para evento tão segura para as competições quanto esta oferecida pela Itaipu Binacional. Aqui existe um batalhão de Corpo de Bombeiros exclusivo da Empresa inserido ao lado da competição, sendo que o tempo de chegada de reforço para eventual apoio aos seus profissionais que sempre acompanham a prova de perto o tempo todo, será menor que 5 minutos, isso é de fundamental importância para o público-alvo”.

Além deste acompanhamento permanente com embarcações, ambulâncias e equipamentos de primeiro mundo a própria raia foi instalada não obedecendo a largura de 9 metros exatamente pensando na segurança dos competidores, concluiu o coordenador:

“Nossas raias estão com apenas 7 metros de largura e ao invés de disponibilizarmos as 9 raias oficiais com 9 metros de largura o que daria, em tese, 81 metros de distância o atleta da última raia até a margem, diminuímos para 5 raias de 7 metros, diminuindo o raio de ação para apenas 35 metros aproximando o atleta da raia mais distante o máximo possível da margem. Essas condições aliadas ao grupo de resgate da Itaipu e à regra do uso do colete salva-vidas para todos os competidores transforma essa prova na mais segura que eu conheço”.

Para Magda Couras, coordenadora do Projeto Meninos do Lago da Itaipu Binacional, que atende mais de 1.000 atletas em Foz do Iguaçu nas piscinas dos Centros de Convivência do Município de Foz do Iguaçu e no Canal Itaipu, o local oferecido é apropriado para a prática da canoagem, porém as atividades são realizadas em área de segurança nacional e dentro do meio ambiente preservado, onde regras de acesso são cobradas de forma implacável, devendo todos os participantes respeitarem e seguirem à risca as orientações:

“O maior problema em realizar eventos em qualquer área considerada de segurança nacional, sempre será o acesso rigorosamente controlado, principalmente quanto ao público espectador. Claro que existem soluções para isso, porém é um tema que deve ser tratado pelo Governo Estadual diretamente com a Itaipu Binacional, pois neste local já aconteceram vários eventos de grande porte com a presença organizada de público”.

Os Jogos Paradesportivos são competições que envolvem várias disciplinas paraolímpicas realizadas entre os Municípios do Estado do Paraná e não clubístico como acontecem com os eventos organizados pela Federação Paranaense de Canoagem ou Confederação Brasileira de Canoagem exclusivamente para uma única disciplina. Quando o atleta participa dos Jogos estará representando a sua cidade e não o seu Clube.

Dessa forma, participaram do evento na Itaipu Binacional os Municípios de Cascavel, Colombo, Curitiba, Foz do Iguaçu, Londrina e Siqueira Campos representados por 118 atletas que disputaram nas duas disciplinas: Dragon Boat e Paracanoagem.

Curitiba se mostrou imbatível tanto no masculino como no feminino na Paracanoagem, vencendo nas duas competições, sendo que no feminino Cascavel e Londrina preencheram o pódio. Já no masculino, a Cidade foi seguida por Londrina e Foz do Iguaçu.

Na disciplina de Dragon Boat, Foz do Iguaçu recuperou o primeiro lugar que havia perdido no ano passado, ficando Curitiba com a segunda colocação e Cascavel com o bronze. Londrina, equipe campeã do ano passado e que havia realizado grandes regatas na tomada de tempo e na semifinal, teve uma infelicidade na disputa da medalha de ouro quando quebrou o leme não sendo possível terminar a prova sem auxílio externo e invasão de raia.

RESULTADOS OFICIAIS

 

Paracanoagem em ação: formação de novos profissionais

Aconteceu dia 22 de março, nas dependências do Iate Clube de Londrina, o curso “Paracanoagem em ação: formação de novos profissionais “. Iniciativa do Instituto Rema Londrina que contou com a parceria da Federação Paranaense de Canoagem.

Onze acadêmicos de educação física e de outros cursos vivenciaram a parte teórica e prática de uma aula de canoagem, sob o comando e orientação dos professores Gelson Moreira Souza e Vitor Loni.

O evento foi abrilhantado com a participação do atleta paralímpico Igor Tofalini, que trouxe um pouco da sua trajetória multicampeã na Paracanoagem. Ação realizada integra as metas do projeto aprovado pela PROESPORTE “Rema Londrina inclusão para todos”.

Campeonato Paranaense de Canoagem Slalom

Dias 25 e 26 de outubro o Parque das Corredeiras, localizado no centro da Cidade de Tomazina, foi palco do Campeonato Paranaense de Canoagem Slalom da 1ª Divisão que contou com 69 embarcações dos Clubes de Foz do Iguaçu, Tibagi e Tomazina e outros 30 atletas nas categorias iniciantes.

Para encerrar o ano em grande estilo, novamente o Governo do Estado do Paraná proporcionou à canoagem paranaense uma grande estrutura que tornou possível a realização de um evento de alto nível técnico e com excelente infraestrutura. Foi mais um evento que integrou a programação oficial dos Jogos de Aventura e Natureza.

Mais uma vez o Instituto Meninos do Lago – IMEL, de Foz do Iguaçu, sagrou-se campeão seguido pela Associação Tomazinense de Canoagem – ATOCA e do Clube SEMEANDO SONHOS, de Tibagi. No sábado aconteceram as provas oficiais de Canoagem Slalom e no domingo provas festivas de Caiaque Cross que não serão válidas para o Bolsa Estadual, pois o evento oficial dessa disciplina já aconteceu na Cidade de Morretes.

Segundo o Presidente da Federação Paranaense de Canoagem, João Emerson dos Santos Kondo o evento foi um sucesso e a pista agradou muito os atletas visitantes:

“O Município de Tomazina fez um excepcional trabalho aqui na pista de canoagem, modificando completamente o desenho inicial, deixando a pista muito mais atraente para o esporte. Gostaria de agradecer ao Prefeito Cesão e a Secretária de Esporte Thay pelo enorme auxílio dispensado à nossa disciplina. Sem dúvida nossas chances de melhoria técnica aumentaram muito à partir dessa reestruturação da pista”.

João Emerson, Pantera, é também o treinador da equipe local e estava entusiasmado com os resultados alcançados pela equipe. O Prefeito Cesão, agradeceu o apoio da Federação Paranaense da ATOCA e do Governo Estadual pelo apoio no desenvolvimento não só da canoagem, mas de várias outras modalidades esportivas:

“Este ano os Jogos de Aventura e Natureza está sendo um show não só nas corredeiras, mas também em vários outros cartões postais de Tomazina. Isso é muito bom para o nosso crescimento turístico e desenvolvimento social. Meu muito obrigado a todos que colaboraram com os eventos, seja as federações presentes, à nossa associação local e, principalmente, ao Governo do Estado do Paraná, que através da Secretaria de Esporte, nos brindou com várias disciplinas”.

Para Jeferson Ferraz, o Chacal, que coordenou as atividades em Tomazina o local é um paraíso para qualquer evento ligado à natureza e para os Jogos de Aventura e Natureza se tornou um palco com imagens cinematográficas:

“Eu não conhecia Tomazina. Fiquei 15 dias aqui e saio como sendo um cidadão tomazinense, graças a uma infinidade de amigos que consegui fazer e admirar neste local que é belíssimo e que poucos paranaenses ainda conhecem. Um dos papeis dos Jogos é exatamente esse, descobrir paraísos paranaenses e mostrá-los através de imagens ao mundo. Realizamos vários eventos aqui em Tomazina e todos que participaram saíram satisfeitos. Para nós isso é muito importante. Um agradecimento todo especial ao prefeito Cesão e a à Secretária Thay que nos acompanhou diariamente na realização de todas as atividades nos auxiliando prontamente, assim como deveria acontecer com todas as demais prefeituras que sediam os Jogos”.

RESULTADOS OFICIAIS – TOMAZINA – SLALOM

TOMAZINA – CSLX_JR_MEN_RESULT_FINAL[1]  

TOMAZINA – CSLX_MEN_ME_RESULT_FINAL[1]

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Campeonato Paranaense de Canoagem Velocidade 2025

Que outubro sensacional para a canoagem paranaense. Dias 18 e 19 de outubro aconteceu no bonito Balneário da Alemoa, no Município de Siqueira Campos, o Campeonato Paranaense 2025, que contou com a presença de 56 atletas profissionais e outros 21 atletas iniciantes resultado da iniciativa da Prefeitura com o seu projeto social. Semana passada foi realizada a Copa Brasil de Caiaque Polo e na semana que vem será vez do Campeonato Paranaense de Canoagem Slalom também em Tomazina, no Norte Pioneiro.

O evento contou com a estrutura dos Jogos de Aventura e Natureza organizados pelo Governo do Estado do Paraná. Mesmo com muita chuva e frio, os atletas deram um show nas límpidas águas da Represa de Chavantes. Participaram do evento os Clubes de Cascavel, Curitiba e Siqueira Campos.

Na somatória final, A Associação Náutica de Curitiba – ANC – ficou com 1.325 pontos, contra 975 pontos da Prefeitura Municipal de Siqueira Campos – PMSC, 700 pontos do Clube de Regatas de Cascavel – CRC e 225 pontos do Cascavel Kayak Clube – CKC, também do oeste do Paraná.

Para o Presidente da Federação Paranaense de Canoagem, João Emerson dos Santos Kondo o evento teve a estrutura que os atletas já estão acostumados do padrão JAN, porém o número de participante ficou aquém da expectativa:

“Gostaria de agradecer mais uma vez ao Governo do Paraná, que através da Secretaria de Esporte tem realizado um trabalho de excepcional auxílio para todas as disciplinas olímpicas e não olímpicas, em especial para a canoagem, da qual somos eternamente gratos. Infelizmente, porém, esperávamos um número mais expressivos de atletas e de associações. Por um motivo ou outro, não foi possível contar com todos o que acaba prejudicando a exponencialidade da modalidade, pois o governo auxilia mais as disciplinas com maior apelo quantitativo. Para o ano que vem precisamos rever o Planejamento Estratégico”.

Para o Secretário de Esporte de Siqueira Campos, Luciano dos Santos, o Município vem oferecendo uma verdadeira revolução nas mais diversas ações esportivas, sendo a canoagem um dos grandes destaques:

“O Departamento de Esportes e Lazer do município de Siqueira Campos, está vivendo uma revolução na gestão do prefeito Luiz Henrique Germano e vice Paulo Cesar Leite dos Santos, “Paulão”. Com uma abordagem integral, o Departamento, articulou esforços aliado com os setores da Secretaria da Saúde, Departamentos Social e Cultura, para promover o desenvolvimento em todas as dimensões do esporte siqueirense. O resultado dessa parceria, sempre com apoio total doa administração do prefeito Germano e vice Paulão, se traduziram em milhares de medalhas para o município. Vale ressaltar que as modalidades esportivas em atividades no município, que conquistaram o maior número de medalhas entre os municípios do Norte Pioneiro, são Canoagem, Basquete, Jiu-jitsu, MMA, Tênis de Mesa, Truco, Atletismo, karatê, Capoeira, Voleibol, Futsal, Futebol de Campo, Mountain Bike, Vôlei de Praia, Beach Soccer, Futevôlei, Balonismo, esportes a motores, Xadrez e Pesca Esportiva”.

Segundo o diretor de Inovação da Secretaria do Esporte, Tiago Campos, o sucesso dos Jogos de Aventura e Natureza reflete o compromisso do Paraná em democratizar o acesso às práticas esportivas. “A cada nova edição, os Jogos de Aventura e Natureza se consolidam como um dos maiores projetos esportivos e turísticos do país. Nesta etapa, o Norte Pioneiro foi o cenário de uma grande integração entre esporte, lazer, turismo e desenvolvimento sustentável. É o esporte movimentando pessoas e oportunidades por todo o Paraná e a canoagem está sempre presente conosco”, destacou.

RESULTADOS OFICIAIS-SIQUEIRA CAMPOS-JAN

fotos oficiais: FOTOS – Google Drive

Copa Brasil de Caiaque Polo

Para abrir os Jogos de Aventura e Natureza na Região do Norte Pioneiro do Paraná, Tomazina sediou a Copa Brasil de Caiaque Polo de 10 a 12 de outubro contando com a presença de 6 equipes masculinas e 5 equipes na categoria mista.

Promovidos pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Esporte (SEES), os JANs unem modalidades de terra, água e ar, aproximando a comunidade do esporte e valorizando as belezas naturais da região. O formato itinerante busca movimentar a economia local, incentivar o turismo esportivo e fortalecer o desenvolvimento regional com impacto direto no comércio, hotelaria e gastronomia dos municípios-sede.

Segundo o diretor de Inovação da Secretaria do Esporte, Tiago Campos, o sucesso do projeto reflete o compromisso do Paraná em democratizar o acesso às práticas esportivas. “A cada nova edição, os Jogos de Aventura e Natureza se consolidam como um dos maiores projetos esportivos e turísticos do país. Nesta etapa, o Norte Pioneiro será o cenário de uma grande integração entre esporte, lazer, turismo e desenvolvimento sustentável. É o esporte movimentando pessoas e oportunidades por todo o Paraná”, destacou.

A programação da etapa inclui mais de 80 modalidades e atividades, entre competições, oficinas e apresentações. Em Tibagi, o público poderá acompanhar provas de voo livre, flag football e cross country. Já Tomazina recebe disputas de caiaque polo, canoagem slalom, velocross, levantamento de peso olímpico e vôlei de praia, além de oficinas de caiaque e rugby.

Em Siqueira Campos, o destaque fica para o paraquedismo, canoagem velocidade, cross games, rally de velocidade e o tradicional Festival da Família, com brinquedos infláveis, apresentações culturais e atividades recreativas para todas as idades.

O presidente da Federação Paranaense de Canoagem, João Emerson dos Santos Kondo, afirmou que a disciplina do Caiaque Polo é de fundamental importância para o desenvolvimento da iniciação do esporte da canoagem, seja ela qual for a disciplina a ser escolhida pelo jovem atleta no futuro:

“A FEPACAN sempre entendeu que a iniciação do esporte da canoagem deve se dar, preferencialmente, pelo Caiaque Polo. Trata-se da modalidade mais realizada em ambiente mais seguro possível, pois se faz em pequenos espaços e é a disciplina com o maior número de fundamentos, ou seja, aprendendo o Caiaque Polo a criança estará muito melhor preparada para qualquer outro estilo que pretender desenvolver no futuro. Gostaria de agradecer ao supervisor da Confederação Brasileira de Canoagem da modalidade de Caiaque Polo que acredita em nosso propósito de incentivar essa disciplina. Em um futuro próximo é possível que o Paraná estruture mais clubes voltados a essa disciplina, estamos buscando isso junto ao Governo do Estado”.

Rafael Barbieri, Supervisor da Modalidade de Caiaque Polo, da Confederação Brasileira de Canoagem agradeceu o apoio do Município de Tomazina, porém cobrou mais participações das equipes locais nos eventos nacionais:

“Para nós do Caiaque Polo é sempre muito bom vir a Tomazina que investiu em uma grande estrutura para o nosso esporte. Temos que prestigiar sempre quem demonstra afeição para o Caiaque Polo e, de uma forma ou outra, investe nessa disciplina que ainda é muito pequena no Brasil. Porém sentimos muita falta dos times de Tomazina nos eventos nacionais. É necessário que integrem mais o circuito nacional dessa disciplina. Sabemos que o foco maior aqui é a Canoagem Slalom, porém para que possamos voltar com maior frequência Tomazina terá que participar em pelo uma etapa do Brasileiro fora daqui, caso contrário as equipes não terão interesse em retornar, o que seria lamentável diante da estrutura aqui existente”.

CAIAQUE POLO – RESULTADOS

Fotos: www.facebook.com/100093684527385/posts/705010982631713/?mibextid=wwXIfr&rdid=dAv0vJc0vxuHLwrw#

 

Desenvolvendo habilidades e segurança em canoagem – Nível 1

De 23 a 25 de agosto em Porto Camargo e de 27 a 30 de agosto em Porto São José, a Federação Paranaense de Canoagem estará realizando a Oficina “Desenvolvendo habilidades e segurança em canoagem – Nível 1”, dentro da Programação dos Jogos de Aventura e Natureza promovidos pelo Governo do Estado do Paraná:

TERMO DE RESPONSABILIDADE-OFICINA JAN

JAN-PROGRAMAÇÃO-PORTO CAMARGO E PORTO SÃO JOSÉ

APOSTILA1-NÍVEL BRANCO-V4

APOSTILA-RESUMÃO

RELATÓRIO-CANOAGEM-NOROESTE